Informação, Tecnologia e Qualidade a Serviço do Criador.

O portal feito para você e seu pássaro!

(19) 3873-4161 / (19)3903-2065 / (11)97110-0585

vendas@amgercal.com.br

Vinaora Nivo SliderVinaora Nivo SliderVinaora Nivo SliderVinaora Nivo SliderVinaora Nivo SliderVinaora Nivo SliderVinaora Nivo SliderVinaora Nivo Slider
  |    |   São Paulo - SP 

Alimentando Filhotes com Conta - Gotas

alimentando_filhotetesFernando Miroski Dutra

Não existe nada pior do que você conseguir finalmente o filhote daquele casal que foi feito na expec­tativa de se tirar um Best in aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaShow, e descobrir que a fêmea não está ali­mentando o filhote.

Desde que comecei a criar pe­riquitos, esta era uma das dificuldades que mais me deixava aborrecido, me sentindo incapaz de salvar aquele pe­queno ser, que necessitava de comida e não era atendido por sua mãe. Naque­la época, ainda não se conhecia aqui no Barsilas tão famosas "papinhas" para filhotes, que hoje abundam no mercado. Com o tempo elas começa­ram a ser importadas e o trabalho no salvamento dos filhotes passou a ser um pouco mais fácil, principalmen­te daqueles um pouco maiores, onde com a juda de uma seringa e uma son­da, é possível se injetar comida direto no papo.

Voltando ao caso dos recém-nascidos, a prática descrita acima fica totalmente impossível, já que devido a sua fragilidade torna-se praticamen­te impossível se introduzir uma sonda ou algo semelhante em sua boca, tor-nando-se a tarefa de injetar comida no papo muito difícil.

Desta forma, a única opção que temos é a utilização de um conta-gotas para se administrar o alimento ao filhote nas suas primeiras horas de vida, e talvez até o primeiro e segun­do dia. Como se sabe, a alimentação do filhote nos primeiros dias fica a car­go total das fêmeas, que produzem o "leite de papo", que é uma substância produzida apenas pelo organismo das fêmeas e que é fundamental para o desenvolvimento dos filhotes nos seus primeiros estágios de vida. Existem fê­meas, que demoram em produzir esta substância após o nascimento do pri­meiro filho, ás vezes o levando a mor­te se não intervimos. É muito comum, depois de algumas horas ou até mes­mo dias. este "leite" passar a ser produzido e a fêmea passar a alimentar corretamente seu filhote, normalmente após a eclosão do segundo ovo.

Para que possamos alimentar os recém-nascido, temos que adquirir uma destas papinhas exixtentes, que facilitam em muito o processo. A mistura deverá ser feita com água, de preferência morna, para se assemelhar ao máximo ao alimento que a fêmea produz. A quantidade de água deverá ser bem maior que a do pó, para que se tenha uma mistura completamente líquida que possa ser "sugada" pelo conta-gotas facilmente.

O próximo passo é quanto aos procedimentos com o filhote. Os piriquitos, com seus bicos tortos, não possuem as mesmas características dos filhotes de canário, que assim que a fê­mea adentra o ninho, levantam auto­maticamente seus bicos pedindo comi­da. Os filhotes de piriquitos "pedem" comida com seu "choro" tradicional, o que faz com que a fêmeas os virem de costas para o chão, possibilitando o encaixe dos bicos e a consequente pas­sagem do alimento regurgitado para o bico do filhote. Sendo assim, devemos proceder da mesma forma que a fême­as, ou seja, ao tirar o filhote do ninho, ele deverá ser depositado na palma de sua mão, com as costas voltadas para baixo. No começo é uma operação um tanto quanto estranha, em muitos dos casos, o filhote não irá gostar da situação criada e irá se mexer tentan­do voltar a posição original. Será ne­cessária a utilização dos dedos para a manutenção do filhote na posição correta, que permita que vocês, com a outra mão, encoste a ponta do conta-gotas no bico do filhote. No começo é uma tarefa que parece bastante difícil, o filhote reluta em aceitar o alimen­to e em muitas vezes é necessário que se consiga abrir o bico com o próprio conta-gotas, para que ele comece a engolir o alimento. A pressão que se coloca no conta-gotas também é de fundamental importância, já que basta um simples toque para que o alimento saia do tubo, e se fizermos com muita força, acabamos molhando todo o filhote, perdendo todo o líquido e não conseguindo o nosso objetivo. Com o tempo, vai se adquirindo habilidade e a tarefa pode ser completada em questão de minutos, os próprios filhotes quando são alimentados mais de uma vez, parecem que até já conhecem o procedimento, e passam a cooperar mais. Não se preocupe em poder afo­gar o filhote, ele tem o controle entre engolir e resoirar, mas é conveniente que você faça algumas pausas durante o processo.

Está é uma tarefa que deve ser repetida seguidamente, até que a fê­mea passe a alimentar corretamente o filho. Eu costume nestes casos, alimen­tá-los logo ao amanhecer, antes de ir trabalhar, ao meio dia quando volto para o almoço e a noite se for possível até duas vezes, a última, minutos antes de apagar as luzes do criadouro. Devo confessar que não passa do segundo dia este procedimento, na maioria das vezes ao longo do primeiro dia a fê­mea já começa a alimentar o filhote, mas caso isto não aconteça, a cada dia que passa fica mais difícil você conse­guir manter o filhote, já que ele passa a depender de maior quantidade de comida, com maior frequência. Outro fator a ser destacado é que por mais semelhante que estas "papas" sejam do alimento natural gerado pelas fê­meas, elas nunca irão sibstituí-lo inte­gralmente.

A seguir algumas fotos tiradas em meu criadouro, que ajudam a visu­alizar o método descrito cima.

img1

Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar

2017© Amgercal Indústria e Comércio Ltda.
Fábrica e Escritório Central:
RUA PADRE FRANCISCO ABREU SAMPAIO, 33
Chácara Bela Vista - Sumaré - SP - cep: 13175-560
Tel: (19) 3873-4161 / (19) 3803-2065 / (11) 97110-0585 Whatsapp
E-mail: vendas@amgercal.com.br
Site e Publicidade: Artware