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A Composição da Cor do Canário

Márcio Fernandes

A cor do canário é formada por lipocromos e melaninas. Canários que apresentam ape­nas lipocromos são classificados comoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa canários lipocrômicos e os que, além do lipocromo, apresentam também melanina são classificados como melâ-nicos.

São reconhecidos 6 diferentes tipos de lipocromo e 3 tipos de mela­nina, a saber: LIPOCROMOS

Os lipocromos são pigmentos chama­dos carotenóides, que podem ser do tipo caroteno e xantofila. Pelo tipo de lipocromo os canários podem ser:

Amarelo e Amarelo Marfim, pela ori­gem dos canários ancestrais;

Vermelho e Vermelho Marfim, pela hibridação com o Tarim da Venezue­la;

Branco, pela ausência total de qual­quer tipo de lipocromo.

Branco Dominante, pela presença li­mitada de lipocromo amarelo, deposi­tado em áreas restritas da plumagem.

Os lipocromos são influencia­dos diretamente pela alimentação do pássaro. Os carotenóides presentes na alimentação são separados no fígado e levados pela corrente sanguínea até o depósito nas penas.

Os canários amarelos têm a cor formada pela luteína que é metaboli­zada dos alimentos, especialmente das sementes e verduras.

A intensidade da cor é conse­quência da quantidade de carotenóide fornecido na alimentação e a qualida­de vai depender da formação genética do canário.

No caso específico do canário vermelho, cujo fator foi introduzido pela hibridação com o Tarim da Vene­zuela, a metabolização do carotenói­de vermelho não é completa, e a ple­nitude da sua coloração vai depender diretamente da complementação com a cantaxantina.

Para Garantir uma boa carotenação do canário vermelho é importante que se forneça apenas a cantaxantina. Qualquer outro carotenóide presente na alimentação vai competir com esta e reduzir a intensidade do vermelho do canário.

Uma característica da canta­xantina é que ela não é significativa­mente armazenada no organismo do canário e tem que ser fornecida diaria­mente para garantir uniformidade de depósitos nas penas.

Teores mais altos de gordura na alimentação tendem a melhorar as quantidades armazenadas de lipocro­mo e como consequência melhorar os depósitos nas penas.


AVALIAÇÃO E JULGAMENTO DO LIPOCROMO

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A avaliação e o julgamento do lipocromo nos canários de cor são se­parados em dois itens, a saber:

VARIEDADE - Corresponde a cor de fundo. Avalia a qualidade (pureza), teor quantitativo e uniformidade do lipocromo na plumagem do canário.

CATEGORIA - Avalia a distribuição do lipocromo na plumagem. Quanto a distribuição podemos classificá-los como: Intensos, Nevados ou Mosaicos.

No Manual de Julgamento de Canários de Cor (OBJO) é definida uma pontuação máxima teórica e prática na avaliação do lipocromo, conforme abaixo:

CANÁRIOS LIPOCRÔMICOS

Variedade:

Pontuação teórica máxima: 3 pontos

Pontuação prática máxima: 28 pontos

Categoria:

 

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Pontuação teórica máxima: 20 pontos

Pontuação prática máxma: 19 pontos

CANÁRIOS MELÂNICOS

Variedade:

Pontuação teórica máxima: 15 pontos

Pontuação prática máxima: 14 pontos

Categoria:

Pontuação teórica máxima: 10 pontos

Pontuação prática máxima: 9 pontos

MELANINAS

As teorias mais aceitas atualmente re­conhecem 3 tipos de melanina: - Eumelanina Negra, Eumelanina Mar­rom e Feomelanina.

As melaninas são formadas no organismo e depositadas nas penas por processos internos, diretamen­te ligados à Tirosina, um aminoácido presente no sangue dos canários. A Tirosinase, enzima que participa do processo de oxidação da Tirosina, com­plementa o proceso de melanização. A intensidade da melanização será dire­tamente proporcional a quantidade de aminoácido e desta enzima.

Os processos de polimerização vão determinar a formação da Eume­lanina Negra, Eumelanina Marrom e/ ou Feomelanina.

Ao longo dos anos alterações genéticas afetaram as melaninas, criando fatores de diluição e oxidação. Outras alterações , além destas, tais como os fatores opal, pastel, acetinado, ônix, entre outros, são os responsáveis pela quantidade de cores hoje reconhecida nos concursos.

AVALIAÇÃO E JULGAMENTO DAS MELANINAS

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As melaninas são julgadas se­guindo padrões estabelecidos no Ma­nual de Julgamento de Canários de Cor da OBJO.

Basicamente sua avaliação é separada nos itens:

Pureza: Mede a qualidade da melani­na, comparando-a com padrões pré estabelecidos em todas as suas mani­festações.

Expressão: Avalia o teor quantitativo e de que maneira está incrustada na plumagem do canário. Profundidade, intensidade, brilho, etc.

Distribuição: Julga a manifestação no canário. Sua distribuição no dorso, flancos, envoltura, etc.

A pontuação máxima é defini­da em 25 pontos teóricos e 24 pontos práticos.

ALIMENTAÇÃO X DEPÓSITOS DE MELANINA

Como o processo de melani­zação não depende diretamente da alimentação, não há como influenciar diretamente os depósitos.

Aditivos comerciais disponíveis no comércio de produtos para caná­rios, que oferecem intensificação da melanização pela sua adição à alimen­tação foram testados e nenhum resul­tado significativo foi detectado.

É evidente que se fornecendo alimento que intensifique o brilho da plumagem esta mostrará melhor as melaninas do canário, bem como seu desenho, o que vai valorizá-lo.

Assim a recomendação neste momento é fornecer um teor maior que o normal de lipídeos durante a muda para tornar a plumagem mais sedosa, com mais brilho, e assim de­monstrar melhor o tipo do canário.

CONCLUSÃO

Para ser bem sucedido na criação e concursos é fundamental conhecer a fundo a cor a qual nos dedicamos. O Manual de Julgamentos é peça fun­damental. Os conhecimentos ali ex­pressos são imprescindíveis na seleção dos filhotes que vão compor o plantel, bem como participar dos concursos. Boa sorte !

 




 

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