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Bouba Aviária em Canários

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Tais Cremasco Donato Médica Veterinária Residente do Laboratório de Ornitopatologia –UNESP / Botucatu

Ticiana Silva Rocha Mestranda em Ornitopatologia – UNESP/ Botucatu

Ana Angelita Sampaio Baptista Doutoranda em Ornitopatologia – UNESP/ Botucatu


A Bouba aviária é uma doença infecto-contagiosa, causada pelo vírus do género Avípoxvírus da família Poxviridae, cuja IMAGEEMinfecção atinge diversas espécies de aves, tanto silvestres como domésticas. Também conhecida como varíola aviária, "pipoquinha", difteria aviária ou epitelioma virai, é bastante temida pelos criadores, principalmente em épocas chuvosas e muito quentes, que são períodos ideais para a disseminação do vírus, o que pode levar a grandes perdas económicas em um curto período de tempo.

A doença apresenta distribuição mundial e acomete aves de qualquer idade e de ambos os sexos. A infecção natural pelo vírus já foi observada em 60 espécies de aves silvestres, representando cerca de 20 famílias diferentes, o que demonstra que todas as espécies aviárias podem ser susceptíveis a doença.

Normalmente a doença não é vista na primeira e segunda semana de vida das aves, pois apresenta um longo período de incubação, variando de 5 a 10 dias em galinhas e perus e 4 dias em canários. Sua disseminação ocorre de forma lenta e acredita-se que a principal porta de entrada do vírus ocorra a partir de lesões cutâneas causadas por insetos, brigas ou por ação mecânica. Os pássaros também podem se contaminar pela ingestão de alimentos e água contaminados, através do contato com aves doentes ou sadias que sejam portadoras da doença, por secreções lágrimas, fezes e saliva e até mesmo a partir de gaiolas ou viveiros, acessórios de criação e mesmo roupas e sapatos de pessoas.

O desenvolvimento da doença depende do tipo de cepa e da espécie envolvida. Tem-se reconhecido quatro cepas intimamente relacionadas:

  • Poxvírus aviário;
  • Poxvírus de perus;
  • Poxvírus de pombos;
  • Poxvírus de canários.

Três formas de infecção por poxvírus podem ser observadas: forma cutânea (seca), diftérica (úmida) e mista. Aforma seca acomete regiões desprovidas de penas e a forma úmida as mucosas aéreas

A Bouba na maioria das vezes surge nas partes nuas, isto é, pernas, dedos, região ocular e base do bico. As lesões observadas são pápulas, vesículas, pústulas e crostas. As pápulas são as primeiras lesões observadas que consistem de nódulos de cor clara na pele. As vesículas e pústulas são geralmente amareladas podendo, às vezes, apresentar pequenas lesões do tipo papular. Na forma diftérica há o aparecimento de pequenas placas como se fossem membranas branco amareladas na boca, garganta e vias respiratórias. Ao tentar retirar essas pseudomembranas pode ocorrer sangramento. Também pode atingir outros órgãos internos, sendo bem mais grave. As aves podem apresentar apatia, perda de apetite, sensibilidade nas patas e coceira na comissura do bico.

Os sinais variam de acordo com a susceptibilidade do hospedeiro, virulência da cepa, distribuição das lesões e outros fatores complicantes. Os canários'são bastante acometidos e quando isto ocorre a disseminação pelo criatório pode ser muito grande e rápida. A perda em uma grande infestação pode variar de 80 a 100% do plantel e as aves que não morrem podem tomar-se portadoras assintomáticas, infectando aves sadias não portadoras.

O diagnóstico é clínico, observando a presença de lesões cutâneas e/ou diftéricos e confirmado por exames histopatológicos (presença de corpos de Bollinger) ou  isolamento viral.

Não há tratamento curativo eficiente, porém as aves doentes podem ser aliviadas com a remoção das crostas volumosas e cauterização das feridas com tintura de iodo ou nitrato de prata. Devem ser usados antibióticos para evitar e tratar as infecções bacterianas secundárias nas aves infectadas com poxvirus. A escolha dos antibióticos para o tratamento das infecções se baseia na cultura e no antibiograma. Pode-se realizar suplementacão com vitamina A.

Devido a ausência de tratamento eficiente para a doença, torna-se importante a adoção de condições adequadas de manejo e sanidade.

Uma forma de imunização realizada com sucesso é a vacinação do plantel, porém este depende da qualidade da vacina e administração correta de acordo com as recomendações do fabricante.

Algumas medidas de prevenção e controle da doença devem ser adotadas. Assim que o criador notar qualquer sinal de anormalidade, deve-se separar o pássaro doente do resto do plantel, se possível, e preferencialmente em outro ambiente, mantendo em observação e procurar um profissional o mais rápido possível. Deve-se também evitar superpopulação de plantel, controlar infestações por piolhos e a entrada dé aves silvestres no criatório, bem como utilizar telas em portas e janelas que impeçam entrada de insetos e moscas. As aves que participarem de torneios e exposições devem ser submetidas a um período de quarentena dé no mínimo 21 dias.

Qualquer material utilizado durante o tratamento deve ser descartado ou esterilizado imediatamente, não podendo esquecer da assepsia das mãos e desinfecção das gaiolas, viveiros e acessórios.

O uso de boas práticas de higiene e manejo, isolamento e métodos de imunização satisfatórios são indispensáveis para a obtenção de bons resultados tanto na prevenção como no controle da Bouba aviária, visto que é uma doença de difícil tratamento e erradicação, podendo ocasionar grandes perdas económicas ao criador ém um curto espaço de tempo.


 


 

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