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Seleção Natural X Seleção Artificial - Influência na Canaricultura

canarios-300x205João F.  Basile da Silva

Introdução: Todas as espécies existentes no nosso planeta, sem exceção, se apresentam da maneira como sãoIMAGEEM graças à ação constante e continuada da seleção natural.

Assim sendo, todos os seres viventes apresentam as formas, cores, hábitos, etc, que hoje vemos, unicamente pelo fato de que a seleção natural determinou que essa ou aquela forma de apresentação ou comportamento é o melhor para a sobrevivência daquela espécie no ambiente em que vive.

A seleção natural - força que determina sempre a sobrevivência do mais apto - vem moldando, sempre da maneira mais conveniente para cada espécie, a sua evolução, de tal forma que se hoje nós temos uma ave como a coruja que se alimenta de ratos ou o chupim que é criado pelo tico-tico, ou ainda o João-de-Barro que constrói uma verdadeira casa, todos esses comportamentos foram determinados pela seleção natural. Foi essa mesma seleção natural que determinou cada um desses comportamentos porque eles eram os melhores para a sobrevivência das respectivas espécies nos ambientes em que evoluíram.

O canário: Com relação ao antepassado do nosso canário atual que vivia nas Ilhas Canárias quando foi descoberto pelos espanhóis, seus hábitos e sua aparência eram bem diferentes dos atuais. Essa diferença se torna bem mais gritante ainda se nos vier á mente um Frisado Parisiense ou um Norwich.

Tanto o Frisado como o Norwich ou um albino são indivíduos da mesma espécie do canário antepassado - podem ser cruzados entre si e produzem descendentes férteis - ou seja, a base genética de que partiram é a mesma.

A grande diferença entre eles ocorreu durante a evolução de cada espécie. Enquanto o canário original evoluiu sob a pressão da seleção natural, que é implacável e só permite a sobrevivência do mais apto, o canário doméstico sofreu a chamada seleção artificial, que foi exercida pelo homem. Como essa seleção visava em grande parte o lado estético, a aptidão para a sobrevivência já não era a meta principal. O canário que habitava as Ilhas Canárias, pressionados pela seleção natural, se tomou um especialista em sobrevivência: sua coloração esverdeada permitia o refúgio em segurança entre a vegetação dificultando a ação dos inimigos naturais. As fêmeas eram mais amarronzadas (mais feomelanina) e isso não acontecia por acaso. Com sua coloração mais marrom e menos vistosa, podia incubar seus ovos com maior segurança, sem ser notada pelos predadores. Essa maior quantidade de feomelanina também é uma característica dos filhotes até a primeira muda, pelas mesmas razões das fêmeas. Isso se mantém até hoje nos canários da linha escura.

Todas as atitudes do canário original estavam, portanto, voltadas exclusivamente para a sobrevivência e perpetuação da própria espécie.

A ação do homem: Vamos analisar agora, quais foram as reações e modificações que aquele especialista em sobrevivência sofreu quando foi capturado e domesticado pelo homem.

Para a sorte de nós canaricultores, o pássaro conseguiu se adaptar ao cativeiro e o instinto de preservação da própria espécie superou as adversidades e a mudança de ambiente. Em resumo, os pássaros começaram a se reproduzir.

Para que possamos entender melhor as modificações que o canário sofreu, precisamos nos deter um pouco para recordar o que é uma mutação.

Todas as espécies apresentam mutações, que são alterações espontâneas no fenótipo e no genótipo dos indivíduos. As mutações ocorrem sempre. A seleção natural decide se ela deve permanecer ou não. Uma mutação que ocorresse no ambiente natural e selvagem, e que tornasse o canário amarelo ou branco, por exemplo, seria altamente prejudicial para sua sobrevivência. Essa mutação seria imediatamente eliminada pelos predadores.

No cativeiro, ao contrário, o homem procurou selecionar e preservar esse tipo de mutação.

A partir desse momento, o criador de canário se colocou diante de um dilema que permanece até hoje: aliar a beleza à capacidade de sobrevivência. Na canaricultura mais simples e menos técnica, em que o criador é menos exigente e os padrões de beleza são diferentes dos exigidos pela moderna canaricultura de cor e porte, o homem obteve grande sucesso no processo de seleção. São os criadores chamados canários comuns ou "pés-duro", que trabalham com canários pintados que possuem grande capacidade de criação e sobrevivência em condições de alimentação e higiene que deixam muito a desejar. Nesse tipo a seleção se baseia principalmente na capacidade de criação e em menor intensidade nas cores do pássaro.

No outro extremo temos os criadores de Frisados, que abandona completamente o selecionamento da capacidade de criação, se dedicando exclusivamente à seleção das qualidades técnicas dos pássaros.

O resultado desse tipo de ação são pássaros que foram perdendo sua capacidade de criar os próprios filhos. E como geneticamente esses pássaros acabaram se "esquecendo" de como criar. No processo de seleção o homem determinou o seguinte: "deve sobreviver o mais belo, ainda que não crie seus filhos".

Esse tipo de atitude coloca a população em risco permanente de extinção, uma vez que o mecanismo alternativo de sobrevivência (uso de ama-seca) também é falho.

Conclusão

O canaricultor como já dissemos está sempre diante de um dilema: "selecionar o mais belo que sobreviva".

O que ele pode fazer diante disso?

O primeiro passo é evitar o uso sistemático de ama-seca. Isso pode resolver o problema imediato, mas a longo prazo cria outro de difícil solução. O uso de ama-seca deve ser eventual e para resolver problemas específicos.

Toda vez que nós usamos ama-seca estamos deixando de observar o comportamento reprodutivo dos pais verdadeiros e permitindo que genes desfavoráveis se perpetuem. Esse aparente "atalho" está colocando a longo prazo a capacidade de sobrevivência em perigo.

Entretanto, não adianta criar pássaros que se reproduzem bem mas que são de baixa qualidade técnica.

O caminho para se conseguir conciliar beleza com sobrevivência passa necessariamente pela formação de linhagens (vários casais da mesma linha de cor ou raça) e um grande restrição no uso de ama-seca. Com vários casais, nossa capacidade de selecionar indivíduos prolíficos e de qualidade é maior. Uma vez fixada essa linhagem os resultados são altamente compensadores e definitivos.

O caminho é um pouco mais longo, o desafio é maior, mas os resultados são permanentes.


 

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