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Aspectos Históricos da Canaricultura

aspectos_historicos_da_canariculturaRevista FPO junho 2001 
Arquivo Editado em 18 Ago 2001


O canário comum e membro da família Carduelidae que abriga.Dentre outros gêneros Serinus. 0
tuga ancestral nativo dos canários domésticos actuais (Serinus Canaria) e encontrado nas llhas Canárias Madeira e Açores. Um pássaro muito semelhante (Serinus serinus) e encontrado na Europa Mediterrânea e noroeste da África: esta semelhança leva alguns autores a sugerirem tratar-se de uma mesma espécie. 0 canário silvestre e um pássaro relativamente pequeno (12.5cm) e de coloração amarela- esverdeada pouco atrativa quando comparada aos canários domésticos atuais. Os machos tem as cores um pouco mais fortes que as fêmeas, sendo, portanto, aves dimorficas. São pássaros bastante adaptáveis as mais diversas condições geográficas, inclusive coabitando áreas com o homem. A alimentação dos canários silvestres consiste basicamente de sementes e ervas em geral e, esporadicamente, frutas macias. Estas sementes são consumidas em variados graus de maturação e normalmente possuem elevados teores de carboidratos e lipídios (gorduras). Destas sementes, a mais consumida e o alpiste, também nativo das llhas canárias e atualmente cultivado em varias partes do mundo. A alimentação dos canários inclui, alem das sementes e ”verdes”, alguns insetos, comprovando assim importância de fornecimento de proteínas de origem animal aos nossos pássaros cativos. A reprodução dos canários silvestres inicia-se nos meses de fevereiro e março, com os machos cantando insistentemente para atrair seu par e as fêmeas construindo o ninho em pequenas arvores de 2-3 metros de altura. As posturas variam de 3 a 5 ovos e, ao contrario das canárias domesticas, as fêmeas só iniciam a incubação apos completada a postura. Dependendo do clima e da disponibilidade de alimentos, o casal pode criar 2 ou 3 ninhadas. No fim do período os pássaros se juntam em grande bando.

A criação nos conventos espanhóis

As ilhas canárias foram conquistadas pelos espanhóis em 1446. Nesta época, soldados e marinheiros e mais tarde mercadores levaram canários consigo a Espanha. Estas pequenas aves canoras rapidamente alcançaram enorme popularidade. Como as viagens marítimas eram, naquele tempo, perigosas aventuras, o numero de canários capturados era sempre insuficiente para suprir a demanda e, desta forma terminaram virando companhia de pessoas de posses, que podiam pagar os exorbitantes preços pedidos por eles. São comuns as pinturas e desenhos daquela época mostrando jovens nobres ao lado de ricas gaiolas em seu interior. Alguns monges, vislumbrando um grande lucro para suas ordens, iniciaram a criação de canários em cativeiro. Estes canários eram vendidos não somente na Espanha, mas também exportados para a Itália, França e Inglaterra. Para preservar o monopólio, os monges vendiam apenas machos, que normalmente eram os mais procurados pelo seu canto. Assim, a reprodução em cativeiro permaneceu como uma prerrogativa dos espanhóis ate aproximadamente o ano de 1600.

Itália e Inglaterra: o próximo estagio da domesticação

Como se deu chegada de fêmeas de canários na Itália ainda e um mistério. Acredita-se que fêmeas selvagens possam ter sido trazidas por embarcações mercantes diretamente da ilha das canárias ou contrabandeadas da Espanha. De qualquer forma, a partir de 1600, varias cidades italianas possuíram criadores de canários, que inclusive conseguiram as primeiras mutações. Mais ou menos nesta época, os canários também chegaram a Inglaterra, durante o reinado de Elizabeth I. A rainha, entusiasta criadora de aves, mantinha em seu palácio funcionários com a função especifica de cuidar das mesmas e, a exemplo da Espanha, os canários se mantiveram por longo período como exclusividade da realeza inglesa. Logo apos a popularização dos canários entre todas as camadas sociais, os ingleses deram inicio a uma criação voltada a conformação (tipo) das aves, sem se importar com o seu canto, que era a característica mais importante da época. Assim, estava iniciando o desenvolvimento dos atuais canários de porte, dos quais os ingleses são os responsáveis pela maioria das raças.

Apos a quebra do monopólio espanhol da canaricultura, França, Holanda, Alemanha e Suíça juntaram-se a ltalia e Inglaterra na criação de canários que, a partir dai, tornou-se uma atividade quase mundial.

Os canários Tiroleses

Os primeiros registros da criação de canário no Tirol datam do inicio do século XVII, feita por mineradores locais. Os canários teriam neste caso uma dupla função aumentar fonte de renda familiar e detectar gases nos túneis das minas. Com o declínio da mineração local e o aumento da demanda européia por canários, o Tirol, de localização geográfica privilegiada, tornou-se um centro de canaricultura e criou a primeira associação de criadores que se tem noticia. A importância dos criadores tiroleses foi tamanha que foram citados em dois clássicos da musica erudita. Der Vogelhandler, de Cari Zeller, e a famosa flauta de Mozart. Os comerciantes de pássaros tiroleses circulavam por toda a Europa, trazendo consigo freqüentemente números superiores a 200 canários em pequenas caixas de madeira. As partidas e chegadas de suas caravanas eram motivos de alegres festivais e sua chegada a determinadas cidades anunciava através de canções alusivas aos canários. Muitos canários pintados, amarelos e brancos eram produzidos no tirol, que provavelmente foi um local onde estas cores iniciaram seu desenvolvimento. Entretanto, como a característica mais importante dos canários naquela época era o canto, não houve grandes preocupações na seleção das cores. Com relação ao canto, muitos criadores usavam o Rouxinol Europeu como mestre para jovens canários, que aprendiam a imitar mais ou menos seu canto, estes pássaros eram vendidos por vultosas somas e bastante apreciados. A canaricultura tirolesa alcançou seu apogeu no século XVIII e gradualmente declinou, principalmente apos o surgimento dos canários de Harz.

O Harz Roller-marca registrada de exportação

No inicio do século XIX, os canários oriundos de planteis tiroleses começaram a se proliferar nas Montanhas de Harz. Em pouco tempo, estes canários adquiriram fama de bons cantores e foram exportados para varias partes do mundo, inclusive para as Américas. Estima-se que somente nos anos finais do ultimo século, cerca de um milhão destes pássaros haviam sido exportados, tornando a canaricultura um excelente negocio para a região. Com o avanço desta primitiva canaricultura de canto, os criadores começaram a selecionar seus planteis para a produção de exemplares com cantos de alta qualidade, que eram vendidos a preços melhores. Inicialmente, eram usados mestres cantores para ensinar aos jovens machos determinado tipo de canto mas, com o passar do tempo, esforços foram feitos no sentido de selecionar linhagens de canto mais apurado.

Os três segmentos se definem

Além dos famosos canários de canto alemães, outros paises seguiram diferentes trajetos na produção de canários. Desde cedo, criadores ingleses concentraram-se em produzir canários de forma e, na França e Holanda, destacaram-se os canários frisados; evidentemente estes pássaros perderam na qualidade de seu canto. canários de coloração diferente dos silvestres apareceram na Espanha e Itália pouco depois que a espécie foi reproduzida com regularidade em cativeiro, As primeiras mutações apresentavam manchas amarelas em sua plumagem e logo em seguida surgiram os totalmente amarelo. Registros alemães datados de1667 descrevem pássaros inteiramente brancos. Embora, como cor de fundo, o branco já existisse ha mais tempo em canários pintados. A primeira das mutações envolvendo as melaninas provavelmente tenha sido os ágatas, cuja presença na Holanda e registra mas, aparentemente durante pouco tempo, pelo desconhecimento na época dos princípios da hereditariedade. Certamente o mais notório evento no desenvolvimento da canaricultura de cor ocorreu entre 1915 e 1925, com o cruzamento entre canários e o Pintassilgo da Venezuela (Spinus cucullatus), visando a obtenção de pássaro com fator vermelho pelos alemães. Descobriu-se que alguns destes híbridos eram férteis e, a partir de retrocruzamentos, obteve-se o tão almejado canário vermelho. Criadores holandeses e belgas tiveram também uma importante participação no desenvolvimento destes canários, bem como da canaricultura de cor de uma maneira gera!. A canaricultura continua hoje uma atividade dinâmica. Novas cores cantos e formas vão surgindo e novos aficionados aparecem. Nesta virada de século a canaricultura chega aos seus 400 anos com muitas novidades, como, por exemplo, as ultimas cores surgidas, onix e eumo.


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