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O Ciclo da Reprodução

ciclo_da_reproduaoRicardo Pimentel Ramalho, Doutorando em Zootecnia

O ciclo da reprodução dos canários, desde a postura dos ovos até que as crias saiam do ninho, dura cercaA_Q_U_I___I_M_A_G_E_N_S de um mês. Durante esse tempo, os pássaros têm de cumprir uma série de obrigações que são reguladas por processos biológicos complicados. Se uma das fases desse processo não se desenrola normalmente, todo o ciclo pode ser perturbado. Não devemos de maneira nenhuma intervir na seqüência natural da reprodução.

É necessário lembrarmo-nos de que os canários são individuais e que têm gostos diferentes. Não podemos portanto tratar todos da mesma maneira, o que aliás se aplica de uma maneira geral à criação de todos os animais.
Dizem os entendidos que há aves mais fáceis de criar do que os canários, eu penso que não é difícil, desde que se tenha espaço, gosto e paciência, principalmente no início.

Um dos primeiros problemas que surge é quando juntar os canários. Eles são muito influenciados pela duração do dia mas penso que também são sensíveis ao aumento das temperaturas.
Há basicamente dois métodos. Um consiste em juntar o macho e a fêmea durante todo o ciclo, de forma a que ambos partilhem as tarefas como um "bom casal". É talvez o mais natural e deve ser posta em prática desde que não haja nenhum inconveniente. O outro método consiste em retirar o macho no final da postura ou porque ele é agressivo e pode perturbar o choco, ou porque queremos aproveitar as boas qualidades do macho para juntar a outra fêmea. É necessário estar atento. Há machos que criam melhor os filhotes do que as próprias fêmeas e há fêmeas que abandonam o ninho se o macho for retirado. O melhor é conhecer bem as aves e optar pela melhor solução para cada caso.

Período Ideal
A época que eu considero ideal para o acasalamento dos canários é do início da Primavera até o final do Verão, porém quanto a este item a controvérsias pois outros criadores indicam outros períodos, mas o que devemos ter em mente é que não devemos iniciar o acasalamento no inverso.

Iniciando o acasalamento
Este período é fundamental, pois sem ele podemos ter casais que não se dão muito bem, por isso costumo colocar as gaiolas do macho e da fêmea ao lado uma da outra para que o casal passe a se conhecer, a gaiola da fêmea deverá conter o ninho do tipo aberto e alguns pedaços de saco de estopa. Se possuir mais de um casal faça o mesmo procedimento com todos os casais de forma que os pássaros não vejam os outros casais, para não tirar a atenção do companheiro que nós escolhemos.
Devemos observá-los periodicamente até percebemos que o macho passe a cantar para a sua companheira, e ele irá alimentá-la através das grades, a fêmea mostra seu interesse começando a construir o ninho com linhas de estopa.
Após percebermos que o casal se identificou devemos juntar o casal para iniciar o acasalamento.

Postura
Após alguns dias do acasalamento a fêmea porá seu primeiro ovo, a quantidade varia de 3 a 6 ovos , sendo a média de 4 ovos.
A postura ocorre pela manhã antes das 8 horas , após este período devemos substituir o ovo, com uma colher limpa, por um ovo artificial (encontrado nas casas do ramo), o ovo retirado deve ser colocado em um recipiente com algodão ao fundo para evitar danificarmos os ovos, duas a três vezes ao dia devemos virar os ovos. Após percebermos que a fêmea já finalizou a postura devemos retirar os ovos artificiais e substituí-los pelos verdadeiros para que se inicie a incubação.

Incubação
O período de incubação à partir do dia em que devolvemos os ovos verdadeiros ao ninho é de 13 dias em alguns casos chegando a 15 dias. Se após 17 dias os ovos não eclodirem, separe o casal e analise se todo procedimento foi feito corretamente, mas existem casos de machos que não fecundam determinadas fêmeas, tente um mudança de casal.

Filhotes
Os filhotes deixam o ninho por volta do 20ºdia. Em alguns dias já estarão se alimentando sozinhos e poderemos separá-los dos pais e iniciarmos novo ciclo da reprodução com o mesmo casal.

Acasalamento: técnicas úteis para o sucesso



O momento do acasalamento, é do ponto de vista técnico o mais importante do ano para o sucesso de um criador. É muito comum vermos pessoas entusiasmadas comprarem exemplares de altíssimo valor genético durante anos e anos, e nunca conseguirem os resultados esperados nos concursos. Outros gastam rios de dinheiro com matrizes excelentes, e obtém resultados efêmeros carentes de continuidade, conquistando prêmios ora com uma cor, ora com outra, sem conseguir firmar um padrão de qualidade numa determinada cor ou linha.
A alimentação é correia, o criadouro um brinco, tudo está correio, menos uma coisa...... Os casais foram mal montados.

Quando chegam os meses de Fevereiro alguns criadores pegam as suas matrizes, coçam a cabeça  e procuram "montar" o "quebra-cabeças" tentando achar uma lógica no trabalho efetuado, na esperança de que no próximo ano apareçam pássaros excepcionais.

Qual será o caminho certo para aproveitarmos ao máximo o potencial dos nossos reprodutores? De que forma poderemos obter filhotes ainda melhores do que os pais?

Procuraremos analisar estes aspectos que considero a espinha dorsal de um criadouro bem sucedido.

Em primeiro lugar, devemos tomar consciência que as aves tem dois elementos à serem considerados: a) fenótipo: tudo aquilo que nela vejo b) genótipo: todas as características herdadas dos pais, visíveis ou não.

Assim sendo, deduzimos que exemplares muito bonitos, poderão transmitir ou portar características totalmente indesejáveis. Isto nos leva a pensar muito bem na hora de comprar os reprodutores, no sentido de nos assegurar de que um canário muito bonito não porte alguma "bomba" que venha a estragar o resultado.

Imaginando que todos estes cuidados foram tomados, que estamos de posse de um plantei de alto nível, devemos mesmo assim tomar consciência de que não existe o canário perfeito. Sempre há o que melhorar num exemplar, por melhor que ele seja.

Entra aqui a nossa técnica de acasalamento que tentaremos explicar.

Devemos dividir todas as características que os juízes irão avaliar em dois grandes grupos que chamaremos da seguinte forma:

1. Máxima expressão

2. Expressão intermediária


MÁXIMA EXPRESSÃO

Algumas das características à serem selecionadas e observadas na hora do acasalamento, devem buscar sempre o máximo, sem limites.
Assim, por exemplo, o vermelho deve ser o mais vermelho possível, o branco o mais branco possível, os cobres, verdes e azuis, o mais negros possíveis e o seu desenho (assim como nos canelas) o mais largo possível, a plumagem o mais sedosa possível, máxima redução do schimell nos intensos, máxima redução da feomelanina nos melânicos clássicos etc. etc.
Todos estes casos e muito outros, são de relativa facilidade, pois sempre deveremos acasalar macho e fêmea o mais vermelhos possível, com a plumagem o mais sedosa possível, etc. etc.


EXPRESSÃO INTERMEDIÁRIA

A maioria das características fruto de seleção, representam um equilíbrio entre extremos indesejados. Ganha aquele que conseguir o "ponto justo" para determinado fator.

Vejamos alguns exemplos:

1-O nevado muito longo é indesejável e aquele excessivamente curto também. Existe portanto, um ponto intermediário de exemplares com névoa curta mas  visível e bem distribuída.

2- Os acetinados com desenho muito fino, perdem contraste, e os que tem desenho muito grosso perdem nitidez. Existe portanto, um ponto intermediário ideal.

Podemos citar alguns destes inúmeros exemplos:

- Tamanho grande em excesso ou pequeno de mais.

- Ágatas com desenho excessivamente fino e com pouca expressão de negro ou com bom negro, mas desenho excessivamente largo.

- Canários mosaicos com bom branco mas pouca expressão de lipocrômo, ou excelente lipocrômo mas excesso de infiltração.

- Plumagem excessivamente longa ou curta Isabelinos com desenho excessivamente marcado ou diluído em excesso

A lista é muito extensa e os exemplos acima pertencem transmitir a idéia de que efetivamente muitos fatores requerem um cuidado redobrado para alcançar o ideal.

Considerando que nenhum canário é perfeito, para cada exemplar há em tese um outro ideal para efetuar um acasalamento bem sucedido. Assim como existe uma única chave para uma fechadura, podemos dizer o mesmo no caso do acasalamento. Esta é a explicação do velho ditado de que "de dois campeões não necessariamente nascerão filhos campeões". Esta é também a explicação do porque os filhos poderão nascer com melhor qualidade do que a dos pais.

Resulta portanto, fundamental quando se trata de fatores de expressão  intermediária, que tomemos muito cuidado na hora de selecionar as matrizes e de efetuar os casais, no intuito de sempre procurarmos compensar a característica de um com a do outro para procurarmos o equilíbrio perfeito.

O somatório de virtudes num só exemplar, redunda em verdadeiras satisfações nos concursos. Boa sorte, e bom acasalamento!!!!!!!

Autor: Álvaro Blasina

Mais filhotes por casal

Se o criador dispuser de uma estrutura de 50 gaiolas o que é melhor: usá-Ias todas com casais reprodutores e ter variabilidade genética ou fazer os 10 ou 15 melhores casais reprodutores do planteI e usar as demais gaiolas para amas-secas destes casais, aproveitando-os ao máximo? Entendo ser essa última a melhor escolha, o que pretendo demonstrar através do presente artigo, com comprovada base científica e respaldado em experiências pessoais.
Todos os estudos de descendên­cia mostram que há um "sorteio" de genes durante a formação dos gametas. Sabe-se que durante a formação dos mesmos ocorre a meiose, reduzindo à metade o número de cromos somos da célula, ocorrendo, assim, uma eleição de metade dos genes que os pais possuem.

E é exatamente por isso que os gametas não são idênticos no que se refere ao patrimônio genético, sendo também por esse motivo que irmãos completos (mesmos pai e mãe) podem ou não se parecer fenotipicamente oscilando de O a 100% seus genes em comum. Logo, um irmão de um campeão não é necessariamente a melhor escolha de compra quando o próprio campeão não está disponível.
Para fins meramente ilustrativos, exemplifico através da figura abaixo a forma como os gametas se dividem e, após fecundação, voltam a se recombinar, dando origem a novos fenótipos de melhor ou pior qualidade, identificando os genes desejáveis por branco e os indesejáveis por preto: Na figura foi apresentado o patrimônio genético de cada animal por oito partes de igual tamanho (fatias), representando essas partes os genes que determinam uma característica fenotípica específica (como quantidade de lipocromo, tipo de nevadismo, mosaiquismo, feomelanina, tamanho da ave, fator limão e outras características de natureza quantitativa). Ressalto que o número de pares de genes e de classes fenotípicas para essas características é muito maior do que o usado no exemplo.
Observa-se ainda na mesma figura que na formação da geração filha aparecem nove classes de animais a partir de um casal com qualidade semelhante. A partir desse preceito outra teoria pode ser aplicada: no processo de melhoramento genético das espécies devem ser selecionados os animais com características desejáveis e descartados aqueles com características indesejáveis (seleção artificial).
Assim, através da lei das probabilidades a chance de apareci­mento de animais intermediários entre. o mérito genético dos pais é muito maior do que a proporção de filhos superiores ou inferiores seguindo o que os "melhoristas" chamam de distribuição normal das freqüências (demonstrado na figura 2). Nesse exemplo, pode-se perceber que a chance do surgimento do melhor genótipo é de I a cada 25 filhotes ­lembrando que estamos considerando apenas quatro pares de genes o que representa muito pouco em relação às características mencionadas anteriormente.
Fica demonstrado, assim que, para que se dê oportunidade da ocorrência dos melhores genótipo são necessárias muitas tentativas, ou seja muitos filhotes.
Essa situação proposta é válida para todas as espécies. Porém, para canários, é mais fácil de ser aplicada uma vez que podemos aumentar o número de filhotes de um determinado casal através da utilização de "amas­-secas"
Assim os melhores casais (escolhidos para reprodutores) não incubariam seus ovos, nem criariam seus filhotes, diminuindo, assim, o tempo entre posturas e conseqüentemente: aumentando o número de ninhadas durante a época de reprodução.
Outro fato importante que dever ser lembrado é o valor de aquisição dos melhores casais muito superiores em regra, ao valor de venda dos filhotes. Sendo assim, para a viabilidade econômica da maioria dos plantéis, faz­-se necessário a venda de um grande número de filhotes que possam financiar ou pelo menos amenizar, o alto custo de renovação do planteI.
Concluímos, assim que a chance de aparecimento dos melhores genótipos depende do número de filhotes obtidos por casa. Então, vamos; planejar nossas criações para um maior.

 

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