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Técnicas de Aparelhamento e Seleção nos Canários de Cor

tecnicas_de_aparelhamento_e_selecao_nos_canarios_de_corJ .M. López de Elorriaga / Juez O.M.J. -C.O.M. -F.O.C.D.E.

CONSIDERAÇÕES

Com extraordinária freqüência, criadores de canários de cor perguntam, e inclusive nos solicitam, sobre aA_Q_U_I___I_M_A_G_E_N_S forma de acasalar corretamente os reprodutores. Com a exceção dos principiantes, aos quais é possível dar umas diretrizes mínimas (já na maioria conhecidas), mais difícil é  fazer  isto com criadores com alguns anos de experiência. Uma coisa importante é que são eles, proprietários dos seus canários, quem melhor os conhecem ou devieram conhecer, as variedades que  criam  e o comportamento genético (resultados) das suas gamas o grupos de gamas. Quando não é assim, normalmente se trata de criadores que se cansam com freqüência dos seus pássaros, retiram-nos todos, trocam de raças, investem grandes quantidades de dinheiro, etc., sem chegar a conseguir algo que mereça a pena.

A meu ver, três são os fatores fundamentais na criação de canários de Cor, devemos ter presente para podermos realizar um acasalamento adequado e obter bons resultados:

1. Conhecimento dos reprodutores.

2. Uma linha estável

3. Previsão (conhecimento) dos resultados

CONHECIMENTO DOS REPRODUTORES

É importante conhecer os canários com que trabalhamos saber quais são os defeitos e as virtudes, e dentro do possível saber, de que coisa ou coisas são geneticamente portadoras. Deverão observar-se muitos factores, não somente aqueles que afetam a cor, mas também as penas, a morfologia, o caráter, etc.

Linha Estável

Com esta denominação queremos expressar um grupo ou lote de canários de cria, com características comuns. Não é possível uma criação coerente com resultados ótimos, quando se está permanentemente substituindo os reprodutores, incorporando novos, mudar de raças, etc. Creio sinceramente que é preciso, na medida do possível, criar sempre com exemplares do nosso próprio aviário, tendo em conta a consangüinidade e uma disciplina no controle de anilhas. Deverão ser incorporados periodicamente alguns canários que necessitemos e sempre com a convicção de que será capaz de ser algo de positivo. Uma linha estável é a única possibilidade de ter sistematicamente bons resultados. Para ter uma linha estável, é preciso uma quantidade razoável de canários da mesma raça e uns anos de trabalho com ela.

PREVISÃO DOS RESULTADOS
Difícil pode ser realizar uns acasalamentos adequados, se não se conhece qual será os resultados que pretendemos. Não se pode acasalar "para ver o que sai" pretendendo que o produto seja bom. De forma aleatória se consegue em um determinado momento um bom produto, isto será casualidade e para obter por casualidade boa exemplares, é obvio que se necessita de muitos reprodutores. Na maioria dos casos, este é o sistema que se utiliza ou se pretende utilizar. Considero isto, um grande erro. Em outras ocasiões, acredita-se que com bons exemplares (exemplares de concurso) se obtêm bons resultados. Se assim resultasse, considero sinceramente que foi casualidade. Todo conheceu criadores que permanentemente estão em exposições, para adquirir canários de maior pontuação nos concursos, pagando inclusive grandes quantias, e também sabemos que os resultados não são os desejáveis.

SELECÇÃO DOS REPRODUTORES


Ouve-se com freqüência "é necessário ter muita quantidade de casais de uma raça para obter bons resultados". Esta afirmação, muito gratuita, não tem porque ser verdadeira, trata-se simplesmente de multiplicar o maior número de probabilidades de êxito. Se pensamos que alguns casais, uns poucos, serão os que darão resultados aceitáveis, é obvio que somente com estes, teria sido suficiente; o resto não fazia falta.

Para chegar a um nível de precisão, que nos permita criar só com aqueles casais cujos resultados sejam bons, será preciso um conhecimento na eleição de reprodutores que por desgraça escasseiam.

 

COMO SELECCIONAR OS REPRODUCTORES?


Definitivamente, NÃO EXISTEM NORMAS DE APLICACÃO GERAL NAS SELECÇÕES DOS REPRODUCTORES. Somente quando se dispõe de um conhecimento da raça, da previsão de resultados e uma linha estável, o criador pode chegar a dominar esta seleção.

Um exemplo:

É muito corrente, quando alguns criadores solicitam um reprodutor que o façam com a condição "que seja de pena muito curta". Resulta que estes (a maioria) possuem um problema que desejam corrigir (a pena larga) e esperam que a solução venha de outros criadores. Existe crença generalizada que ao planear os casais de reprodutores devem ser sempre com um critério de compensação, assim o resultado final se aproxima ao esperado. Sem querer trazer discussão e não contrariar alguém, quero afirmar que este planejamento não é correto.  

Voltando ao exemplo anterior, queria desde já, perguntar a todos, “não preferiam vocês um reprodutor que melhora-se a plumagem à margem da que possui, larga, curta ou média?”

Se a resposta a esta pergunta a podemos adivinhar, também podermos adivinhar a seguinte pergunta do interlocutor, “e como sei eu que um determinado reprodutor melhora a plumagem?”. Se você não conhece seus reprodutores, qual ou quais tem esta ou outras propriedades, você não os observa o suficiente, os desconhece ou não possui uma linha estável e por tanto, não podem obter em termos gerais bons resultados.

 

Acasalamento

”Uma vez compreendido o que foi dito anteriormente e conhecendo suficientemente a raça, está muito claro que realizar o acasalamento não é trabalho difícil, pelo contrario.

É verdade, que nem sempre se dispõe de tudo o que é necessário num aviário, este será então o momento de fazer novas aquisições de canários.

Neste nível queria reforçar duas regras de ouro:

1. Não se trata de acasalar tudo o que temos. Só aqueles que realmente acreditamos que dará bom resultado.

2. Não devemos nunca deixar o resultado ao acaso. Um criador deve saber de qual ou quais casais poderá obter melhor produto.

Aplicando estas duas normas, estou totalmente seguro que depois de realizado os acasalamentos resultarão bons exemplares e sem dúvida saberemos o que fazer com eles. Se nunca lhe acontece isto, você não realiza bem os acasalamentos, pois é praticamente impossível que resulte.

 

ELEMENTOS, CONSIDERAÇÕES DE SELECÇÃO E ACASALAMENTO


Muitos são os elementos e factores a ter em conta, por tanto serão objeto de estudo, consideração, observação, etc., de frente ao tema que nos ocupa. Alguns afetam a morfologia, (anatomia, tamanhos, formas, posturas, etc.), outros são mais próprios da cor, correspondente a cada raça e dentro destas, a sua variedade, Tipos e Categorias, (nível de oxidação ou diluição, presenças e/ou ausências de diferentes melaninas, distribuição de lipocromos, localização, etc.). A seguir serão relembrados  alguns aspectos de interesse de todos:

 

Forma:

Ângulo e Tamanho da cabeça (grande ou pequena).

Longitude do pescoço (muito largo).

Peito (pouco ou demasiado avultado).

Ombros (muito salientes).

Músculos (demasiado salientes).

Forma do bico (formas curvas).

Cruzamento das asas (mal formadas).

Cauda desalinhada

 


 

Tamanho:

Exemplares grandes (tendem a ultrapassar o permitido).

Exemplares pequenos (penalizantes).

Postura:

Pássaros de postura muito vertical ou horizontal.


 

Melaninas:

Desenho Melânico: Falta de oxidação (nos que corresponde) ou falta de diluição (nos que corresponda).

Falta de desenho em flancos.

Desenho muito largos.

Fugas ou zonas de melanização (manchas lipocrómicas).

 


Lipocrómo:

Desenho lipocrómico.

Pureza de lipocrómo.

Plumagem:

Plumagem muita larga.

Plumagem com zonas de frisos.

Estes aspectos que temos exposto, e seguramente outros que não mencionamos, na maioria dos casos são de componente genético e por tanto possuem comportamentos mendelianos. Não são compensáveis e ainda que, desaparecerão na primeira geração por ser recessivos, não tardarão em aparecer sem dúvida com grande proliferação. Se não selecionamos de forma que se eliminem estes defeitos, não fazemos uma seleção adequada. Em qualquer caso, haverá características já nomeadas anteriormente, que não serão componentes genéticos, devem-se a acidentes ou condições ambientais, em tal caso, está claro que não é transmissível na descendência.

 

NOVOS PROCEDIMIENTOS DE SELECÇÃO E ACASALAMENTOS

Tenho afirmado que o processo de seleção e acasalamentos dos canários de Cor não é válido por um processo pendente a compensação, apesar de ser um dos sistemas mais relativos, proclamados e recomendados.

Atualmente, as técnicas de seleção genética animal, baseiam-se na obtenção de exemplares aprovados e supostamente melhorados, de determinada característica ou características. Creio modestamente que este pode ser o procedimento que seja atualmente o mais viável e com melhores perspectivas em médio prazo. Podemos chegar a precisar de um reprodutor, que melhora uma ou várias facetas, e inclusive, em que proporção o faz, está claro que será um bom procedimento.

Desde estas linhas, queria propor um sistema encaminhado a este procedimento de seleção e acasalamento. Baseia-se na possibilidade de existir reprodutores que melhorem algum aspecto ou aspectos. Se chegarmos a localizá-los por um procedimento de "proba” podermos chegar a afirmar que ele é um exemplar aprovado.

Pensando que a detecção de exemplares (aprovados) pode ser trabalho de duas ou mais temporadas de criação e por razões óbvias, acreditarmos que é preferível a localização de exemplares melhores machos. Partindo inicialmente de bons (os melhores reprodutores do nosso aviário) formaremos lotes de 3 a 5 fêmeas e 3 machos. É possível que cada uma das fêmeas faça três posturas, apenas com um macho. Uma vez concluída a campanha de reprodução, separaremos os produtos de cada macho e poderemos selecionar o que deu melhores resultados. Para a seguinte campanha, incluindo, o macho e a fêmea selecionados, se completará o lote com novos (bons e melhores) reprodutores que possamos optar e procedermos de idêntica forma.

Ao fim de várias campanhas, o resultado será patente, sem nos darmos conta, estaremos a selecionar o nosso reprodutor com linhas estáveis e com tendência a melhorar. Se observarmos quais são as características que influenciam a melhoria, poderemos afirmar que os exemplares da nossa linha melhorarão e ajudarão nessas características.

É evidente que serão precisos no mínimo dois ou três lotes de seleção, um controle rigoroso de consangüinidade e uma disciplina de trabalho séria e constante.

Creio que este procedimento de seleção e trabalho tem melhores resultados que as técnicas de acasalamento por compensação.


 

 

 

 

 

 

 

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