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Alterações do Sistema Nervoso

alteracoes_do_sistema_nervosoCarlos Alexandre Pessoa, médico veterinário.

Os objetivos do médico veterinário recaem sobre determinar se o problema neurológico esta causandoA_Q_U_I___I_M_A_G_E_N_S doença. Devemos tentar localizar a lesão no SNC, estimar a extensão da lesão no SNC, determinar o processo patológico e determinar o prognóstico e tratamento. Como protocolo de exame neurológico em aves não este bem estabelecido, os sinais clínicos mais o histórico são fundamentais. A epilepsia e malformação congênita são mais freqüentes em aves jovens enquanto que a neoplasia e alterações degenerativas ocorrem-nos mais velhos. O exame neurológico em aves deveria seguir o padrão dos de mamíferos, o que é impossível.

O mais importante é saber se a lesão neurológica é focal, multifocal ou difusa. O status mental pode ser como alerta, estúpido, torpor ou comatoso. As aves apresentam 12 pares de nervos cranianos como os outros animais, mas a função de alguns nervos ainda é desconhecida.

Os testes dos nervos cranianos são usados para avaliar a função dos nervos periféricos craniais e anatomia específica das regiões do sistema cerebral desde o córtex pré-frontal e hipotálamo caudal mente a medula. Cada nervo craniano deveria ser avaliado diferentemente, mas isto é impossível, porque nas aves os nervos mais caudais são caracterizados por numerosas anastomoses. Por exemplo, devido ao esfíncter e músculos dilatadores da pupila serem estriados, a avaliação da função nervo craniano (reflexo luminoso pupilar) é equivocado.


NERVO OLFATÓRIO
É um nervo sensorial (I nervo craniano) como em mamíferos. Difícil avaliar esta função.

NERVO ÓPTICO
Este nervo (II nervo craniano) é inteiramente sensorial e é o maior nervo craniano. A visão é avaliada pela observação dos movimentos do animal a um estímulo exterior.

NERVO OCULOMOTOR
Este nervo (III nervo craniano) é somático e tem também fibras parassimpáticas eferentes ao corpo ciliar e íris. Em mamíferos é testado pelo reflexo pupilar à luz.


NERVO TROCLEAR
Este nervo (IV nervo craniano) é o motor para o músculo oblíquo dorsal do olho.


NERVO TRIGÊMIO
O ramo do nervo oftálmico do V nervo craniano é o principal nervo sensorial da cavidade nasal e da parede do globo ocular. Ë sensorial para a pálpebra superior, pele da cabeça (parte frontal), mucosa nasal, palato, bico superior e na ponta do bico. O ramo do nervo maxilar é sensorial a pele da pálpebra inferior e reta. O ramo do nervo mandibular é motor dos músculos da mastigação.


NERVO ABDUCENTE
Este nervo (VI nervo craniano) é motor para o músculo reto lateral do globo ocular e para a musculatura estriada da terceira pálpebra.

NERVO FACIAL
O ramo hiomandibular do VII nervo craniano inerva os músculos da mandíbula. A porção parassimpática deste nervo inerva a glândula da membrana nitante, mucosa nasal, glândulas salivares e botões gustativos.

NERVO VESTÍBULOCOCLEAR
Este nervo (VIII nervo craniano) inerva o ouvido e fornece informação sobre a audição e equilíbrio ou balanço.

NERVO GLOSSOFARINGEAL
O ramo lingual deste nervo (IX nervo craniano) substitui o ramo lingual do V nervo craniano em mamíferos e inerva o epitélio da língua. Também possui ramos descendentes para o pescoço.

NERVO VAGO
Em algumas espécies o vago (X nervo craniano) fornece ramos para a laringe e faringe. Também fornece ramos para ao corpo da carótida, tireóide, coração, esôfago e papo.

NERVO ACESSÓRIO
O principal ramo deste nervo (XI nervo craniano) inerva o músculo cucular, o qual pode ser homólogo ao trapézio nos mamíferos. Ë muito difícil acessar a lesão neste nervo exceto se o músculo apresentar uma atrofia aparente.

NERVO HIPOGLOSSAL
Este nervo (XII nervo craniano) prove os músculos traqueais e parte da siringe.
A avaliação das reações posturais nas aves é muito difícil ou impossível.

SINAIS DE DOENÇA NEUROLÓGICA CONVULSÃO
Uma convulsão é uma descarga elétrica transitória paroximal, incontrolada dos neurónios no cérebro. Convulsões em aves podem ser leves ou severas, generalizadas ou parciais e freqüentes ou infreqüentes. O clínico deve determinar se outra convulsão já havia ocorrido. Deve ser diferenciada de episódios de desmaio ou fraqueza. O diagnóstico é baseado na história, observação da atividade convulsiva, exames auxiliares como hemograma completo e diagnóstico por imagem.

CEGUEIRA E MOVIMENTOS ANORMAIS DO OLHO
O diagnóstico de cegueira é baseado na capacidade da ave de reagir a objetos trazidos dentro de sua linha normal de visão.
Uma infecção que afete o centro cerebral pode levar a cegueira. Toxoplasmose afeta a retina,, o nervo óptico, ou o cérebro. Tanto cequeira uni ou bolateral podem ser esperados.
Uma doença metabólica severa, encefalopatia hepática, e distúrbios osmóticos são descritos. Neoplasia em qualquer caminho visual pode ocasionar déficit visual. Tumores pituitários em periquitos causam cegueira bilateral, midríase, e exoftalmia. Poliúria, polidipsia, e alterações na coloração das penas podem acompanhar sinais neurológicos de tumor na glândula pituitária. Neoplasia é muito difícil de ser diagnosticada sem necrópsia. Deficiência de tiamina, causas tóxicas e traumas, também tem sido incluídos como causadores de cegueira.

PARESIA DE UM MEMBRO
Paresia de uma asa ou perna é comum em aves. Uma perda de um ramo nervoso ou nervo, causa uma rápida atrofia do grupo muscular afetado. Paresia total de um membro, especialmente se aguda, sugere injúria tanto do plexo braquial ou sacral. Paresia ou paralisia de uma perna é causada por um processo ipsilateral do plexo lombosacral ou nervo individual para a perna. Lesão na medula toracolombar unilateral pode causar paresia de uma perna. O diagnóstico de uma asa ou perna paralisada é baseada na história, sinais clínicos e exame físico. As radiografias são mais utilizadas em fracturas.

PARESIA, PARALISIA BILATERAL, E ATAXIA
A paraplegia é a perda do movimento voluntário, freqüentemente acompanhada por perda da função motora e dor profunda. Geralmente é resultado de uma lesão severa da medula bilateral e apresenta um prognóstico pobre.
O diagnóstico antemortem de uma lesão medular em aves é um desafio, pela incapacidade de se realizar um mielograma. O diagnóstico pode ser obtido por imagem como tomografia computadorizada e ressonância magnética.

TETRAPARESIA
Paresia de todos os quatro membros pode ser aguda, crônica, estática ou progressiva. As patologias que causam tetraparesia geralmente são centrais. A tetraparesia deve ser diferenciada de doença muscular difusa, doença esquelética, ou depressão severa por doença ósseo-metabólica.

ATAXIA DA CABEÇA E MEMBROS
Os sinais clínicos descritos são descritos como tremores corporais e tremores de intenção com fraqueza, dismetria, ou hipertermia. Aves podem demonstrar inabilidade para voar e andar. Freqüentemente o primeiro sinal de incordenação é a falência da "apreensão'' da pata. Doença cerebelar produz um aumento no tônus muscular levando a uma extensão forte das asas, patas, cauda e pescoço. Torcicolo e opistótomo podem estar presentes. O paciente está alerta e responsivo se apenas o cerebelo é acometido. Em mamíferos, ataxia e andar em círculos vistos em lesão cerebelar são diferenciados dos sinais clínicos de lesão vestibular e proprioceptiva.
Lesões vestibulares são caracterizadas por head tilt, movimentos circulares, rolagem, e nistagmo o qual pode levar a ataxia. Head tilt e torcicolo podem ser resultado de doença primária auditiva e não uma doença do SNC. Na literatura aviária, a diferenciação entre head tilt e incordenação é muito pouco abordada. Ataxia e tremores na cabeça são resultado de doença cerebelar, enquanto head tilt não é característico de doença cerebral ou cerebelar. Isto pode ser pelo agrupamento que se faz com doença cerebelar às doenças cerebral e cerebelar em aves. Isto se deve ao fato ser muito difícil a diferenciação de doença vestibular em aves.

DESORDENS DA FACE, LÍNGUA E LARINGE
A base das lesões neurológicas nas aves é o comprometimento ou disfunção do nervo. A perda da função do bico (força) pode estar relacionada ao nervo V. Disfagia ou atrofia da língua pode estar associada com anormalidades dos nervos IX,X, e XII. O diagnóstico é obtido através do exame neurológico dos nervos craniais seguidos por eletromiografia.

SINAIS DE DOENÇA SISTÊMICA OU MULTIFOCAL
Uma lesão multifocal é suspeitada quando sinais e exame neurológico indicam que dois ou mais componentes do sistema nervoso estão envolvidos. Aves com encefalite exibem diversos sinais como tremores, ataxia, inabilidade para voar, torcicolo, depressão, e paresia. Para que seja considerada doença multifocal, a lesão deveria ser encontrada em pelo menos duas áreas do sistema nervoso.


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