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Aditivos as Papas Alimentares

aditivos1Ricardo Pereira

Todos nós estamos familiarizados com o uso de diversos produtos suplementaresA_Q_U_I___I_M_A_G_E_N_S na alimentação das nossas aves.Estes produtos são normalmente chamados de papas e podem ser de variados tipos: ovo, insetos, frutas, corantes, secas, úmidas, etc.…As suas aplicações serão quase tão diferentes como a variedade de marcas e tipos existentes no mercado.

Não pretendo com este artigo recomendar marcas ou mesmo tipos, mas antes deixar uma breve idéia sobre o porquê de existirem tantas e tão diferentes
papas no mercado. É normal ouvirmos dizer que a papa A é melhor que a B,
ou que obtemos melhores resultados, ou que esta parece ser melhor que a
seguinte… Na verdade, aquilo que realmente mostra a diferença entre
qualquer tipo de alimento é muito mais que a sua marca ou mesmo
constituição. Uma papa que resulte para uma pessoa pode não ser tão eficaz
para outras, mesmo que estejamos na mesma espécie e com técnicas
parecidas.
Diferenciemos desde já alguns aspectos primordiais.

Papa de criação
O período de criação é, como todos sabem, extremamente importante e nesta altura devemos dar às nossas aves alimentos da melhor qualidade. Isto não quer dizer os mais caros, como normalmente se assume, mas sim os que elas consomem na quantidade adequada e que, nessa quantidade, lhes fornecem os nutrientes que pretendemos.
São normalmente papas mais ricas em proteína, embora em poucas marcas haja a distinção entre estas e uma gama específica para fases de preparação, reprodução e muda. Esta variação de necessidades das aves ao longo do seu ciclo anual deverá ser compensadas pelo criador pelo uso de alguns aditivos.

Papas de muda
Normalmente são papas oleosas e bastaria dizer isto para caracterizar a
principal diferença neste período, as necessidades em óleos gordos
essenciais que beneficiam o bom estado da plumagem (e usadas quase sempre
na altura fria do ano exceto nos diamantes australianos). O alto teor de
gorduras aumenta o seu valor energético e palatibilidade, dai que as aves
consumam facilmente estas papas com agrado.

Papas secas e oleosas
Na verdade o teor de umidade das papas secas e oleosas é bastante
semelhante, embora nas segundas, em termos visuais, pareça que estão
realmente úmidas, o que se deve ao maior teor de gorduras.
Este tipo de papas secas é normalmente apresentado como papas
profissionais, de qualidade superior às oleosas, quando na verdade os dois
tipos são diferentes em constituição e função. De um modo geral podemos
dizer que apresentam maiores vantagens na reprodução por uma melhor
relação energia/proteína do que as papas oleosas. Têm ainda a vantagem de
poder ser misturadas com água (processo normal de amolecimento) ou
sementes germinadas o que as torna ainda mais apetecíveis para as aves.
No caso das papas úmidas a sua vantagem principal é poderem ser servidas
e deixadas por vários dias sem perigo de fermentação, o que, com papas
secas, uma vez adicionada qualquer umidade é impossível.

Principais ingredientes das papas
Variando com as marcas e tipos os ingredientes normais em qualquer papa são o ovo em pó (em pequena quantidade), derivados da soja, farelos e
farinhas e eventualmente outros como pão e algumas sementes. A juntar a
isto existem sempre alguns aditivos como conservantes e até, em alguns
casos, medicações. Claro que as aves a que se destinam também influenciam
a papa, no caso dos grandes psitacídeos é normal encontrar camarões
liofilizados, malaguetas e frutos secos nestas papas, além de que a sua
granulometria pode ser claramente superior do que nas papas para aves de
menor porte!

Papas caseiras
Embora na Europa em geral não se possa, em geral, considerar estas papas como a base usada pela maioria dos criadores, ainda são muitos os que
usam, geralmente como complemento, papas feitas por eles usando ovo
cozido, verduras, massas alimentares, e eventualmente outros produtos.
Daqui apenas vou realçar a importância do ovo cozido em termos de fonte
protéica de origem animal e, entre outras, da cenoura ralada.

O equilibro das papas
Qualquer criador pode dizer prontamente que a maioria das aves usa as
papas para alimentar as suas crias e o faz com grande prontidão uma vez
adaptada e habituada a consumi-las. Que devemos dar determinada quantidade por dia a um casal em diferentes épocas e outras afirmações do género,
muitas vezes sem qualquer justificação além do normal "o criador tal
também faz assim…"
De pouco adianta dizer que uma determinada papa é melhor que outra uma vez que isso depende de variados factores incluindo o gosto pessoal e, com o tempo, as aves habituam-se a uma determinada papa e podem demorar meses a aceitar bem outra. Por isso, acho que devemos escolher e manter uma papa com a qual tenhamos resultados que nos satisfaçam, isso é o mais importante!
Não existe qualquer razão para mudar de papa apenas porque outra pessoa a usa, provavelmente em condições de criação distintas das nossas. A reação
das aves deve ser observada tendo em conta o vigor das aves (sobretudo das crias), o seu desenvolvimento, velocidade de crescimento, mas também a quantidade consumida, o desperdício etc.… Conforme a exigência do criador assim terá de ser analisada a sua situação, se criamos para tamanho convém termos papas que beneficiem o crescimento, para cor que beneficiem o bom estado da plumagem. Isso exige, em segunda análise, que seja o criador a saber algo sobre nutrição e sobe os nutrientes que melhor atuam sobre pontos específicos das aves e ler as suas necessidades para corrigir ou melhorar o seu método.
Alguns dos produtos que merecem referência mas que, contudo, foco
separadamente são os pro bióticos e os promotores de crescimento.
Os primeiros são em termos muito simples, bactérias pertencentes e
estirpes que existem e povoam os intestinos das aves ajudando em parte na
digestão de alguns nutrientes e mantendo o equilíbrio da flora intestinal.
Embora cada vez mais pareça demonstrado que estes produtos possuem pouca eficácia em aves adultas, o seu efeito vantajoso no desenvolvimento das crias é nítido melhorando a taxa de mortalidade nas primeiras semanas de vida e a vitalidade das crias, em particular na prevenção de infecções por
absorção incompleta do saco vitelino, responsáveis por grande parte das
mortes em aves recém-nascidas. (Pereira, 2000).
Os promotores são complexos minero-vitaminicos usados como aditivos em alimentação animal para satisfazer de forma quase imediata as necessidades de crescimento de animais jovens. No caso das aves é conhecido desde há muito a ação favorável no crescimento de alguns agentes antibióticos e quimioprofiláticos. Podem ser adquiridos em casas da especialidade produtos de diversas marcas que basta adicionar às papas na quantidade recomendada. Normalmente apresentam vantagens em eventuais correções do crescimento deficiente (avitaminoses entre outras) e prevenção de infecções pós-eclosão nas crias.

Principais considerações
O mais importante é perceber que cada ave apresenta necessidades
específicas. Refiro-me ao crescimento das crias por ser o período onde a
papa tem uma repercussão mais evidente.
Um diamante australiano não tem as mesmas necessidades de um canário, e certamente um canário de canto não terás as mesmas de um de porte ou de cor. A base da escolha será a espécie com que trabalhamos.

A necessidade de aditivos
Quando alimentadas com papas muitas aves usam este alimento para as crias em quase exclusividade se possível, o que também não é benéfico, uma vez que a dieta variada é de extrema importância. As papas são em geral bastante digeríveis e isso dá-nos uma boa abertura para fornecermos aos pais, através das papas os nutrientes que eles devem dar às suas crias.
Além disso, em nenhum animal a digestão é perfeita, existem perdas e
ineficiências ao longo deste processo. Para a maioria dos alimentos a
digestão das aves apresenta uma eficiência de 65%, chegando, no caso dos
produtos da soja, aos 75%. (Mcdonald, 1986).
Não sendo estritamente necessários, na minha opinião, é nos aditivos que podemos juntar a uma papa comercial que melhor podemos fazer a diferença na sua qualidade e valor alimentar. De entre estes destaco a farinha de soja, levedura de cerveja, cálcio, sêmola e farelo de trigo, proteínas
animais e, embora noutra vertente, os pro bióticos e promotores de
crescimento. O uso destes produtos permite alterar a constituição
nutricional da papa tendo em vista a melhoria do seu valor alimentar.
Conseguimos assim através do uso de farinha de soja por exemplo, aumentar o teor de proteína bruta e digestível na papa, pela sêmola de trigo
aumentar o nível energético (importante nos primeiros dias de vida), pela
mistura de papas secas e oleosas satisfazer as necessidades em gordura
tornando a papa menos gorda ao mesmo tempo.

Princípios nutricionais
Irei basear esta breve explicação destes aspectos no meu caso específico, uma vez que julgo será mais simples para a compreensão de todos. Em termos de alimentação divido as aves em dois grupos, fringilideos (canários e fringilideos exóticos) e exóticos (onde incluo estrildideos, diamantes,
munias, agapornis e outros). As necessidades dentro destes grupos serão,
embora ainda com exceções, distintas mas é mais fácil usar este tipo de
maneio.
Na minha experiência as papas oleosas, embora
mais apetecíveis às aves, apresentam valores de digestibilidade mais
baixos e, normalmente, são menos eficazes na criação, todavia o seu uso na
muda mostra evidentes melhorias na condição da plumagem.
A principal vantagem deste aditivos é, neste caso, elevar a quantidade de proteína animal de 8% da PB total para cerca de 12%, ao mesmo tempo que conseguimos pelo uso da soja, uma maior digestibilidade proteica e, por conseguinte, um melhor aproveitamento desta pelas aves e suas crias. A relação Energia/Proteína também é mais equilibrada do que na papa comercial (1,7) apenas porque se usaram aditivos ricos em proteína digestível que, ao mesmo tempo diluiriam a gordura total.

Bibliografia:
AZEVEDO, P. M., Apontamentos de Anatomia e Fisiologia, ESAS, 1998.
AZEVEDO, P. M., Apontamentos de Reprodução Animal, ESAS, 1999.
GUIDOBONO, L., 1982, El Pavo
JORGE, J.A., 1977,"Curso de Avicultura, Vol.2, Cap.X", Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 4ª edição, Campinas, S.P.
MANETTI, Orlando, 1989, "Cria del Faisan", 2ª Edicion, Ediciones Mundi-Prensa, Madrid.
McDONALD, et al, 1986, "Animal Nutrition", McGraw-Hill
Office National de la Chasse, 1990, "La Perdiz - cria y explotacion", 2ª Edicion, Ediciones Mundi-Prensa, Madrid.
PEREIRA, A. S; "Higiene e Sanidade Animal", Publicações Europa-América
PEREIRA, R; 2000, "Influência do Maneio na Criação de Aves de Caça", Relatório Final de Curso, ESAS, Santarém
SCHOLTYSSEK, S., 1970, "Manual de Avicultura Moderna", Editorial Acribia, Zaragoza.
VILANOVA, F., 1991, "La perdiz Roja", Ministerio da Agricultura Pesca e Alimentacion, Madrid

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