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Criação de Psitacídeos em Cativeiro

Pstacideos_cativeiroPor: Renato Pineschi
Fonte: Animais Silvestres e Exóticos - Comunidade do Orkut


1. Aspectos Conceituais

“Brasil, terra dos papagaios”... Nossa terra já era assim chamada antes do nome de BrasilI_M_A_G_E_M___A_Q_U_I_1 ser popularizado (Brasilia, sive terra papagallorum) . A visão espetacular de bandos de Amazona rodochorytha e Amazona amazonica e quem sabe, Ara chloroptera fascinou os estrangeiros assim como já encantava os nativos deste país quatro séculos atrás e antes.


Em primeiro de junho de 1500, Pero Vaz de Caminha já contava sobre papagios verdes. Desde então, criados como xerimbabos para arte plumária, como o popular Louro das fazendas ou sendo exportados ilegalmente no agitado tráfico internacional de animais, os psitacídeos vem sendo sistematicamente retirados do ambiente natural. O auge deste comércio ilegal nas décadas de 60 e 70 estabeleceu os estoques que atualmente produzem em larga escala no exterior e ajudou a exterminar dezenas de espécies algumas das quais hoje extintas ou no limiar do desaparecimento.

A criação de Psitacídeos em cativeiro no Brasil passou por talvez, a maior transformação na última década com o advento da nova legislação. A regulamentação de criadouros científicos, conservacionistas e comerciais trouxe uma visão nova do conceito de reprodução e manutenção de aves silvestres. Parte desta mudança foi devido ao fato de dividi-los entre as aves a serem preservadas em seu habitat de origem, ao plantel de estoque genético para futuras reintroduções e ao animal silvestre "doméstico", humanizado e destinado ao convívio direto com pessoas. A desmistificação de conceitos falhos de que os planteis de animais silvestres em cativeiro teriam papel fundamental à sua preservação no ambiente natural e que a produção de espécimes em cativeiro evitaria o tráfico, levou a encarar a reprodução de psitacídeos em cativeiro de forma mais séria e embasada. A produção, quase por assim dizer, seriada, visando um mercado crescente de inegável demanda está ajudando a sedimentar um marco divisor entre a criação artesanal amadorística e a profissional.

A conscientização, ainda que de uma minoria de criadouros, da necessidade de declarar os óbitos e não repor as perdas com animais do tráfico e, adquirir matrizes saudáveis no mercado formal, tem fortalecido o estabelecimento de firmas de avicultura profissionais.

A evolução dos "Criadouros" vai muito mais além do que a reformulação dos viveiros "naturais" com design tentando imitar a natureza ou a tendência atual de instalações onde a praticidade e a fácil higienização são a marca fundamental. Esta evolução na verdade não foi apenas estrutural, foi conceitual, dos próprios avicultores que com a regulamentação dos criadouros comerciais os profissionalizou, mesmo aqueles que antes se dedicavam a atividade por passatempo utilizando em muitos dos casos técnicas empíricas em detrimento ao conhecimento científico já disponível e de fácil acesso.

2. Aspectos Práticos

A existência de centros de produção fora do Brasil em especial, na Flórida (USA), Tennerife (Espanha) e Filipinas, e a existência de pessoas interessadas, fornece um largo potencial à troca de conhecimento e produção bibliográfica de artigos tratando de psitacídeos. Isto torna acessível a qualquer um técnicas modernas de avicultura desde o livro "receita-de-bolo-passo-a-passo" ao compêndio com referência científica. Em todos, é gritante a tríade procedência-proteção-nutrição que pode ser estendida a 12 passos básicos:

2.1.Recursos Humanos

O investimento em mão-de-obra estabelece a diferença entre o fracasso e o sucesso de uma criação. O recrutamento e treinamento de mão-de-obra especializada e posteriormente a atualização constante, garante desde o início do projeto de avicultura o caminho tecnicamente recomendável.

2.2.Objetivo-Destino

É imprescindível a decisão primária do objetivo do criadouro e do destino a ser dado a produção. Por exemplo, pesquisa científica é possível em um criadouro comercial, mas em alguns casos inviabiliza o retorno comercial do mesmo. A existência de um projeto com rotinas de procedimento escrito é fundamental. Animais destinados a pet-shops possuem instalações e cuidados diferentes dos destinados à simples exposições e isto influencia desde as instalações até o manejo a ser utilizado.

2.3.Instalações

O melhor resultado é sem dúvida o obtido por instalações comerciais com gaiolas metálicas suspensas de tela ponteada. É importante ficar em altura fora do alcance de roedores. No exterior são comuns galpões com cerca de 30 gaiolas sendo a parte de ninho e comedouro localizados na área interna. O mais comummente utilizado são gaiolas de (3.0X3.0X4.0) m para porte Anodohynchus, (2.0X2.0X3.0) m para porte Ara, (2.0X2.0X2.0) m para porte Amazona e 0,8X0,8X0,8 m para porte Aratinga.. Os poleiros em geral são de madeira mas em alguns lugares são utilizados tubos de pvc áspero, cimento e tubos de ferro galvanizados. Os ninhos, na maioria dos casos, são de madeira sendo também utilizados com bons resultados tubos de pvc e galões plásticos adaptados. Os metálicos possuem a vantagem da praticidade, porém requerem tratamento térmico por pintura ou isolante. O recomendável para o fundo é a utilização de uma camada fina de areia e serpilha e pedaços de madeira para o casal cortar. Os comedouros devem ser de fácil higienização e de preferência de que os animais tenham acesso apenas a comida.

2.4.Alimentação

A correta alimentação é o mais importante fator na reprodução de psitacídeos. O excesso de gordura na alimentação de um papagaio do gênero Amazona o tornará obeso e inviável para reprodução. O sucesso na criação atual está baseado na utilização de rações balanceadas ainda que para algumas espécies estas ainda sejam deficientes. Os problemas nutricionais não corrigidos podem comprometer a saúde das aves especialmente trazendo problemas de crescimento de pena, muda e hepáticos. O fator mais elementar a ser considerado é o teor de gordura que, por exemplo, deve ser de mais de 15% para um filhote de A. hyacinthinus, mais de 10% para um de A.chloroptera, um pouco menor para A. macao até chegar na base de um gradiente de espécies com menos de 3% como para o papagaio A. leucocephala.

2.5.Matrizes

A aquisição de matrizes selecionadas de boa procedência deveria ser o padrão e a prática comum ainda que normalmente os criadouros não façam esta opção preferindo animais oriundos de apreenções, permutas por refugos de planteis e mesmo aves "legalizadas" do tráfico. O mais difícil da aquisição de matrizes de boa procedência é encontra-las em idade reprodutiva. Mesmo assim a produtividade de linhagens já conhecidas compensa a espera.

2.6.Aspecto Sanitário-Quarentena

O plantel deve estar sempre em perfeito estado com controles sanitários implantados na rotina de manejo. A presença de qualquer animal estranho ao plantel é indesejada ainda que em alguns casos impossível de controlar. Exames parasitológicos e rotina de vermifugação são preocupações constantes. Qualquer animal recém chegado, ainda que de origem conhecida e boa procedência deve ser mantido em isolamento por no mínimo 60 dias com rotina veterinária básica. O mínimo a ser feito é a coleta de sangue para verificação de hemoparasitos, coleta de fezes e swabs traqueal, cloacal e do papo.

2.7. Sexagem-Pareamento-Marcação

Obviamente, o primeiro passo para a reprodução de uma espécie de ave é a existência de dois indivíduos de sexo diferente. Excetuando-se aves como Triclaria malachitacea e Ecletus roratus, para se citar algumas de grande dimorfismo sexual, na grande maioria dos psitacídeos os sexos são semelhantes. Em um casal pareado é comum o macho ser mais pesado, mesmo assim, podendo ser mais leve que uma fêmea da mesma espécie. Métodos empíricos de sexagem como diferenças de comportamento, biometria da cabeça, etc. vão ficando apenas na memória apesar de serem utilizados por alguns "criadouros". Sexagem utilizando-se citogenética ou laparoscopia são os métodos mais recomendados. Além da anilha ou microchip é conveniente a tatuagem na asa esquerda para fêmea e direita para machos. Em algumas espécies os machos devem ser retirados do convívio das fêmeas alguns meses a cada 2-3 anos e depois pareados novamente com a mesma fêmea ou não. Isto aumenta em muito a fertilidade e produtividade do casal.

2.8.Manutenção e Bem-estar

As aves só se reproduzirão se o manejo for adequado a suas necessidades básicas etológicas. O par seguro de seu território troca alimento, o macho aumenta de agressividade e passam a copular. Ninhos e poleiros altos acima de 2 metros ajudam a transmitir segurança ao par. Em algumas espécies como, por exemplo, A. hyacinthinus é comum o par copular quando agitado para demarcar território.

2.9.Acasalamento-Indução - Inseminação artificial

A interferência de barulhos estranhos, pessoas estranhas ou mesmo animais dominantes da mesma espécie em contato visual inibem o par a copular ou fazer a postura. Poleiros escorregadios dificultam a cópula e pode resultar em grande número de ovos inférteis. Espécies em que os indivíduos do grupo nidificam na mesma área podem ter contato visual direto, mas em regra o isolamento é sempre benéfico. Muitos avicultores utilizam complexos vitamínicos como Nekton e antibióticos doenças venéreas de papagaios como estimulantes ao acasalamento. A nosso ver, a ave com comportamento normal e alimentação balanceada.

2.10.Postura/Incubação

Os Psitacídeos são normalmente aves prolíferas fazendo comumente posturas de mais de 2 ovos com fertilidade em geral superior o 70 % a partir da segunda estação de postura. A estratégia de postura como outras aves que chocam em cavidades é utilizar ovos de cor branca. Isto é devido a não ter necessidade de camuflagem e para facilitar o manejo dos ovos pelo casal dentro do ninho escuro. A fêmea em geral começa a incubar a partir do segundo ou terceiro ovo. Em alguns casais a fêmea sai para se alimentar e em outros é alimentada pelo macho. Os ovos colocados em chocadeira devem ficar a 99.75 F e 25 % de umidade.
Nos últimos dias de incubação elevar a umidade para 35 %. A chocadeira de virar os ovos a cada 4 horas. O tempo de incubação varia de 19 a 28 dias das espécies menores para as maiores.

2.11.Manejo de Postura

Outra estratégia utilizada pela ave é a reposição de ovos perdidos. Isto aproveitado pelo avicultor aumenta a produção em 100 % em alguns casos. A estratégia é a retirada do primeiro ovo quando a ave coloca o segundo e assim por diante. É possível produzir desta forma 5 filhotes ou mais.

2.12.Criação Direta-Criação Manual

A decisão entre chocar os ovos em incubadoras ou pelos pais se deve basicamente em relação à espécie em questão (em aves de porte a sobrevivência é muito grande. Espécies como A.hyacinthinus, A.macao, A.ararauna, A.militaris devem ser criadas manualmente. As espécies pequenas como Aratinga ou Pyrrhura devem ser chocadas pelos pais e retiradas com 15 a 20 dias de idade) ou a estrutura de manutenção que se dispõe. Os filhotes criados na mão devem ficar os primeiros dias em intensive care a 94 F com 50 % de umidade. A criação manual facilita a colocação de anilhas fechadas no tempo certo e sem stress para os pais.

Sugestões para leitura

- Abranson, J et all. 1995. THE LARGE MACAWS. THEIR CARE, BREEDING AND CONSERVATION. Raintree Publication
- Alberton, D.. 1991. THE ATLAS OF PARROTS. TFH Publications
- Alberton, D.. 1992. PARROTS AN ESSENTIAL REFERENCE FOR KEEPING MORE THAN 200 PARROT FAMILY SPECIES. Tetra Press
- Aschenborn, C. 1990. KEEPING AND BREEDING PARROTS. TFH Publications Inc
Bates, H.J. & R.L. Buserbach. 1978. PARROTS AND RELATED BIRDS. TFH Editions
- Beissinger, S. 1992. NEW WORLD PARROTS IN CRISIS. SOLUTIONS FROM CONSERVATION BIOLOGY. Smithsonian Institution Press
Bosch, K.. 1984. ENCYCLOPEDIA OF AMAZON PARROTS. TFH Publications Inc
- Coborn, J.. 1991. THE PROFESSIONAL´S BOOK OF MACAWS. TFH Publications Inc
Decoteau, A. F.. 1982. HANDBOOK OF MACAWS. TFH Pubications Inc
- Dunning, J. S. . 1987. SOUTH AMERICA LAND BIRDS AN POTHOGRAPHIC AID TO IDENTIFICATION. Hardwood Books
- Forshaw, J.M.. 1977. PARROTS OF THE WORLD. TFH Publications
- Fowler, M.E.. 1986. ZOO & WILD ANIMAL MEDICINE. Saunders Comp
- Harper, D.. 1986. PET BIRDS FOR HOME AND GRADEN. Salmander Books
- Hoppe, D. . 1985. THE WORLD OF MACAWS. TFH Publications
- Hoppe, D.. 1992. THE WORLD OF AMAZON PARROTS. TFH Publications
- Jordan, R. . 1989. PARROT INCUBATION PROCEDRURES. Silvio Mattchionni and Co.
- Kolar, K. . 1990. ENCYCLOPEDIA OF PARAKEETS. TFH Publications Inc
- Low, R. 1989. THE COMPLETE BOOKS OF PARROTS. Barron´s Educational Series
- Low, R. 1990. PARROT THEIR CARE AND BREEDING. Blandford Press
Low, R. 1990. THE COMPLETE BOOK OF MACAWS. Barron´s Educational Series
- Low, R. 1991. HAND HEARING PARROTS AND OTHER BIRDS. Blandford Press
- Low, R. 1994. ENDANGERED PARROTS. Blandford Press
- Schubott, R.M., K. Clubb & S.Clubb. 1992. PSITTACINE AVICULTURE PERSPECYIVE TECHNICHES AN RESEARCH. Avicultural Breeding and Research Center
- Sick, H.. 1995. ORNITOLOGIA BRASILEIRA UMA INTRODUÇÃO. Ed. Univer. de Brasilia
- Spiotta, L. 1979. MACAWS. TFH Editions
- Stooddley, J. 1990. GENUS AMAZONA. Bezels publication
- Teidler, R.. 1989. TAMIMG AND TRAINING AMAZON PARROTS. TFH Publications
- Teidler, R.. 1989. TRAINING AFRICAN GREY PARROTS. TFH Publications
- Vriends, M. M.. 1979. PARAKEETS OF THE WORLD. TFH Publications
- Vriends, M. M.. 1992. CONURES. A COMPLETE PET OWNER´S MANUAL. Barron´s Educational Series
- Periódicos
- Bird Breeder- dedicated to the captive breeding of exotic birds. Fancy Publications Inc.
- Bird Talk- dedicated to better care for pet birds Fancy Publications Inc.


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